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A Noite da Beleza Negra – 19/06/09 Junho 4, 2009

Posted by Pablo in Música, Propaganda.
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"A Noite da Beleza Negra"

"A Noite da Beleza Negra" - 19/06/09

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1. Pablo - Setembro 1, 2009

É válida a classificação dos homens em etnias? A resposta, é claro, é que não. O homem não é cachorro, pra ter raça. Mas quem foi que inventou essa distinção e tratou como cachorros os negros durante dolorosos 500 anos de Brasil? E agora, como negar a existência de uma negritude, com base numa suposta semelhança que aglutinaria a todos, se a realidade de desemprego, racismo e submissão atestam exatamente o contrário? Mas nós não somos iguais, brancos e negros? Então por que é maior o número de mulheres negras forçadas a se submeter à prostituição, e cada vez mais cedo – como bem atestam as pesquisas oficiais?

A propósito, em que circunstâncias o negro, no contexto histórico e social brasileiros, se viu inserido nos nossos 500 anos de país?

Outra pergunta boa: faz sentido defender os direitos humanos, nos tempos de hoje? Não é mais fácil reproduzir o já dito e aderir ao discurso do “bandido bom é bandido morto”?

Lembrando que a etnia negra é disparadamente a camada mais afetada pela violência institucional, policial e prisional, não resta qualquer sombra de dúvida de que a defesa dos direitos humanos termina por coincidir com a defesa dos negros, que são as vítimas tradicionais das suas violações.

Cadeia. Nesse cruel depósito humano, de maioria negra, tudo é negado: assistência jurídica e de saúde, programas educativos, mas mais que isso, até mesmo espaço físico, luz, alimentação, ar.

Apesar disso, o estereótipo em que têm investido os aparelhos midiáticos oficiais para divulgar a repressão como instrumento de controle tem sido o de identificação da defesa dos direitos humanos com a mera tolerância à bandidagem. E ao que me parece – pasmem! – têm convencido esquerdas e direitas de que o único remédio possível para a contenção da criminalidade é investir em mais prisões, mais polícia e endurecer a repressão, se possível com aplicação da pena de morte e a redução da maioridade penal.

Aventurar-se a defender distribuição da renda, alimentação, educação, saúde como políticas de segurança pública parece uma barbaridade… Mas eu não acho que é… Acho que é propor ao mundo uma realidade inclusiva e – quem sabe? – menos racista…